Para 2010, tempo.
Ciclos
Ciclos. É disso que a vida é feita. Poucas vezes tive tanta certeza quanto na noite daquele amigo secreto. As duas Amandas, – Cordeirinho e Seninha – Will, Kath, a Lôra, Eduardo – meu “pequeno” colega – e eu nos reunimos no Bar Central para trocar presentes. Mas nosso encontro ia além dessa simples troca, tinha para nós um significado. O fim de um ciclo que teve início no primeiro dia de aula do curso de jornalismo, quando nos conhecemos.
Um grupo pequeno, seleto. Cordeirinho, Seninha, Kath e Wil comemorando o fim do curso, Eduardo comemorando a nova escolha, de cursar Design na Universidade Federal, a Lôra e eu contando os longos minutos que faltam para chegar julho de 2010, quando teremos nosso diploma que já não vale muita coisa em mãos. Em comum, aquele primeiro ano de faculdade. As provas – que nunca permitiam que eu fizesse em dupla com a Lôra, alegando que era monopólio de conhecimento – as
filas da Xerox, os trabalhos megalomaníacos, os sorrisos, as lágrimas, as lembranças.
Eram muitas lembranças. Muitas fofocas. Muitas histórias. Muitas brigas. Muitos sonhos.Tudo naquele grupinho de personalidades intensas vinha em quantidade considerável. Inclusive a amizade. Principalmente o carinho.
E depois de muitas idas e vindas, períodos – aparentemente eternos – de um ou outro que não se falavam, decisões importantes, caminhos diferentes, vidas agitadas e a tirania do tempo, que parecia nos empurrar em direções opostas, estávamos ali novamente. Fechando aquele ciclo para iniciar um novo. Trocando quase setenta e-mails para decidir como e onde faríamos o Amigo Secreto. Prometendo manter uma certa freqüência nos encontros que, sabemos, vai ser difícil por causa da rotina maluca de cada um.
E eu fiquei observando as pessoas naquela mesa com esse amor imenso. O que mudou. O que permaneceu. Quatro anos parece um período tão curto. Mas trouxe até nós mudanças tão grandes.
O melhor Amigo Secreto. O melhor sentimento. A melhor certeza.
AMIGOS SÃO TUDO. E eu tenho uma sorte imensa de tê-los.
Aviso da produção
Fonte: http://02neuronio.blog.uol.
Os ingressos para as cadeiras dos problemas estão esgotados.
Acontecimentos que ainda queiram obter convites para 2009 terão que se contentar com as cadeiras de "leves chateações".
Lugares no balcão nobre ou platéia destinados a orgasmos, felicidades simples e alegrias de verão ainda estão vazios. A baixa procura por ingressos fez os preços despencarem. Por isso, escolham a balinha e aproveitem a chance. Cambistas não serão tolerados.
(Jô Hallack)
A lembrança dele
Ganhei dele a lembrança... E foi tão bom!
Fonte: http://estoupensandomedespindodepreconceitos.blogspot.com/2009/12/espoleta-monaliza.html
A espoleta monaliza
Ciúme
Fonte: http://estoupensandomedespindodepreconceitos.blogspot.com/2009/04/ciumes.html
...e eu senti saudades dela... e também ciúmes de todos, e vontade de chorar, e de cortar meus pulsos e ver o sangue jorrar e tudo que de ruim mais pudesse me acontecer. Senti orgulhjo de todo meu drama, abracei o papél de vítima, sim, sou vítima de sua tirania, de sua indiferença, de meu amor não correspondido ou misturado a tantos outros sentimentos que não necessariamente amor. Eu quis morrer naquele momento, eu já estava morto de ciúmes. Eu quis chorar de raiva, de mim e dos outros, eu quis fugir para onde ninguém pudesse me achar, nem mesmo eu, eu senti raiva daqueles que até nem tiveram culpa de nada. Eu fui egoísta e senti ciúmes, simplesmente, por isso aposto que é amor.
Eu quis chorar, e você nem vai saber, porque você já não sabe de mim; há tempos você não sabe de mim, por isso desejo cada dia mais fugir para longe, longe, longe...
A inspiração que faltava para alguns versos tortos me veio agora, ao fervor do sangue... "na face lisa de meus olhos tristes, o que serão deles quando não mais nos vermos pessoalmente, ao fim dessa primavera? Nos veremos ainda, algum dia, ou agora só em outro plano, numa eternidade distante para mim ou para você? O que serão de meus olhos sofridos e dramáticos quando não mais vê-la, amada, se bem que já não nos vemos, e aí talvez já estejamos preparados. Aliás, preparado, porque de seus olhos lindos há tempos não vejo nada, a não ser umas passagens rasteiras de quarta em quarta-feira, quando assim nos encontramos. O que será de tua face lisa até o fim de tudo, menina?
Pois que morras, para que não sejas de mais ninguém a não ser de Deus, e se morreres, juro, morro junto, morro de verdade, para quem sabe mais um encontro, porque na vida, de verdade, já não me resta nada a não ser esse tal de amor".
Menina de sorte
Ele está longe mas sempre cuida de mim. E sempre sabe a coisa certa a me dizer. Desta vez ele sugeriu que eu tomasse um gostoso banho, deixasse tudo de ruim ir pelo ralo e me sentisse a mulher bonita que sou. Ao invés da menina desengonçada que tenho sido.
Porque a vida é muito para ser insignificante

Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras ouvindo música e vendo fotos, já liguei só pra escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo!)
Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida.
Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a VIDA é MUITO para ser insignificante.”
(Charles Chaplin)
Ele sempre recebe meus recados
http://estoupensandomedespindodepreconceitos.blogspot.com/2009/12/e-ela-sim.html
E cai a ficha
Deixa eu explicar uma coisa sobre a quase-jornalista que vos fala. Assim como qualquer mortal, eu já levei um fora. E por mais que eu tente lidar com isso de uma maneira adulta e bem-resolvida, uma mulher rejeitada é sempre uma mulher rejeitada.
Do dia fatídico até agora passei por cinco estágios. Arrependimento, negação, ilusão, culpa e, finalmente, aceitação.
A primeira reação foi de arrependimento. Pensei: “Puta que pariu, eu tinha que dizer como me sentia? Porque eu não aprendo a ficar de boca fechada?” Veio aquela sensação desagradável de estupidez, de não ter percebido os sinais, de ser fraca, burra, infantil. Me senti uma adolescente, com tudo o que adolescência traz de ruim: imaturidade, insegurança, medo. Todos os sentimentos que sempre me orgulhei de manter bem longe. E quis voltar atrás, achando que era melhor simplesmente não ter que lidar com essa certeza. Mas era tarde, meu bocão já havia entrado em cena.
Depois veio a negação. Ficava dizendo a mim mesma que não era possível. Havia algum engano. Como ele podia não me querer quando tantos outros queriam? Também neguei o que sentia. Disse a mim mesma que estava confundindo as coisas, que era meninice minha, um capricho. Não funcionou por muito tempo.
Então eu me iludi. Fingi pra mim mesma que acreditava na desculpa que ele me deu (que não vou contar qual porque é um problema pessoal dele). Achei que ele era algum tipo de herói, de membro diferenciado da população masculina por ter sido sincero e ter aberto seu coração. Contei essa fábula bonitinha de que ele tinha o mérito de dizer a verdade, e que fazia isso para me poupar de possíveis sofrimentos porque, apesar de tudo, sentia algum carinho por mim.
Essa sensaçãozinha safada de ter uma migalha de carinho foi suficiente para me acalentar por uns dias. Mas eu não sou uma mulher que se satisfaz com migalhas. Logo, começou a doer outra vez. Tomei um porre que já virou piada entre meus amigos que nunca me viram chorar por homem nenhum. Recorri a um P.A. Chorei. Horrores. Não necessariamente nessa ordem. E me senti – pasmem! – culpada. Isso mesmo, culpada. Só eu mesmo para me sentir assim. Mas juro que é verdade.
Me senti culpada porque sentia raiva dele, porque queria distância, porque queria jogar um vaso na cabeça dele, gritar, brigar bater. E ele insistia que queria ser meu amigo. Me senti culpada, acima de tudo, porque sentia falta dele por perto e porque achava que ele estava sendo sincero quando dizia que não queria perder minha amizade. E eu me preocupava com a possibilidade de magoá-lo. Como se fosse possível que doesse nele mais do que estava doendo em mim (isso sem contar que pelas atitudes, ele não parecia estar nutrindo preocupação semelhante com meus sentimentos).
Eis que no meio de toda essa confusão – porque a coisa virou uma confusão, pelo menos na minha cabeça – uma amiga me chamou e me disse uma coisa que doeu mais que um tapa na cara: “Minha mãe sempre me diz que existem apenas dois tipos de homem. Os que te querem e os que não te querem”.
Clic! Caiu a ficha.
Impressionante como mãe sempre tem razão. Quando um cara te quer não tem desculpa. Ele fica com você e ponto. Não tem nada que o impeça de tentar. Mas quando ele não quer, te dá uma desculpa que julga convincente e te dispensa sem nem tentar. Bom, no meu caso, o garotão em questão não quer. E é um direito dele – que eu revogaria de bom grado, devo admitir.
Aceitação.
Pois é, esse comentário desencadeou a aceitação. E se engana quem pensa que aceitar é algo que gera um sentimento de paz e tranqüilidade. Ainda dói pra cacete. Mas estou reunindo o que me restou de dignidade e colocando um ponto final nisso. Se eu não estou valendo uma tentativa, ele também não está valendo uma luta. Não vou mendigar uma chance.
E passei por aqui porque precisava escrever sobre isso para exorcizar essa história da minha vida. Precisava colocar para fora de alguma maneira e escrever para mim é sempre mais fácil do que falar. E mais profundo também.
Ah, e é como eu sempre digo: “Não me pergunte quem é ele. Pode não ser você.”
Recado a um amigo
É meu querido, é verdade. Sou a menina que você viu sentada no meio-fio no fim da festa, chorando tão intensamente que chegava a soluçar.
Mas sou também a mulher que atraiu olhares e sorrisos quando entrou na roda e dançou com a graça e a força de quem sabe que só o samba salva.
Querida Leila
"Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama com outra. Já aconteceu comigo". (Leila Diniz)
Acho Leila, que acontece com uma frequência desconcertante. Pelo menos comigo. E se na hora parece bom, no dia seguinte, quando a solidão bate a porta, dói.









