Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Flores e menina

* Do blog: www.estoupensandomedespindodepreconceitos.blogspot.com

Para uma menina com uma flor o maior amor do mundo desse nobre vagabundo e de outros, nobres, todos os que quiseres e somente esses, insolentes e medrosos; este solitário, confuso, meio Clarice, meio Raul, somente se também quiseres. Um amor puro...
Para uma menina com uma flor todos os jardins de rosas, azuis e vermelhos, todas as flores simples e tortas, e também abraços fortes, a companhia insegura, palavras mal pensadas e sem nenhuma pretensão, que talvez nem façam diferença mas, pelos ares de espontaneidade e simplicidade, quem sabe pelo ar de incredulidade, a palavra certa na hora certa.
E mais que palavras: o abraço forte, um clipe, bola de papel, borracha e messenger. Para essa menina com tantas flores, especialmente as minhas, meus textos enfim, pobres de rima e gancho, pobres de narrativa, pobres daquela qualidade literária indiscutível e cheio de pontos. E o que mais seu coração apertado quiser desse nobre vagabundo, porque para esse solitário coração e nobre, o que resta se não entregar-se a quem mereça?

(Leonardo Lemos)

OBS: Espero um dia ser uma menina com uma flor, amada por um nobre vagabundo qualquer que me acredite merecedora desse sentimento.

Por enquanto, ficam minhas dores e minha espera...

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Pois é

Pessoas são difíceis.

Queria poder simplesmente lançá-las fora da minha vida

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Distanciar-se é preciso

Tem pessoas que não nos fazem bem.

Algumas vezes essas pessoas não são más, elas são apenas alvo de expectivas demasiadas, que serão incapazes de suprir. E nos fazem um mal não-intencionado, não planejado. Elas nos fazem mal porque acabam se tornando um reflexo do mal que fazemos a nós mesmos.

É confuso, eu sei que é.

Então o jeito é se distanciar. O jeito é não querer saber de seus dias, de seus desejos, de seus sonhos e de suas verdades. O jeito é não compartilhar as alegrias, é não querer enfrentar o mundo para acabar com suas tristezas.

Mas o que fazer quando essa pessoa parece insistir para que você saiba? Parece insistir em compartilhar?

Eu, particularmente, tenho uma certa tendência a perder a paciência. Só que eu prometi que desta vez não perderia. Eu disse que precisava apenas de tempo até poder me aproximar de novo sem que isso representasse um déjà vu de uma outra dor que já vivi - e que não tenciono viver novamente.

Aí me surpreendo pisando em ovos, morrendo de medo de ser grosseira, de dizer não, de magoar de alguma forma. Quando na verdade eu precisava é que o outro pisasse em ovos, respeitasse minha distância tão necessária e me deixasse liberar essa respiração suspensa e cuidadosa. Bastariam respeito e educação. O carinho no momento eu dispenso. A bajulação e os elogios que me parecem uma tentativa forçada de mostrar que eu represento qualquer coisa de bom, eu deixo para mais tarde. As novidades sobre seu dia-dia eu coloco no meio das notícias que não serão lidas. Não porque eu não deseje tudo isso, mas porque chegou o momento em que certos desejos precisam ficar para trás.

É o preço. O preço dessa necessidade de ser sincera, de colocar em pratos limpos. Era melhor simplesmente fugir, simplesmente mentir, simplesmente ignorar sem explicar o motivo dessa distância. Mas não é esse o tipo de pessoa que eu sou. E não é esse o tipo de sofrimento que estou disposta a encarar.

Alías, o sofrimento eu não encaro, apenas lanço fora da minha vida. Drummond me ensinou que a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional. Então bola pra frente, que só me resta ser feliz. E eu estou sendo, apesar de tudo. Só não me pergunte quem é o outro, pode não ser você.


"Apesar de você, amanhã há de ser... outro dia"

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Quem disse que não podia dar certo?

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Crossing the bridge

Existe uma ponte que une o mundo ocidental ao oriental. O músico alemão Alexander Hacker atravessou essa ponte em busca de sons diferentes, e o diretor Fatih Akin se encarregou de fazer da travessia um documentário. Hacker havia sido responsável pela trilha sonora de filme anterior de Akin, Contra a Parede, e decidiram repetir a dose em Atravessando a Ponte: O som de Isambul.

A capital turca é a ponte, a chave. Na fronteira entre oriente e ocidente, Istambul é uma metrópole que consegue mesclar a tradição e o novo, o leste e o oeste, fazendo surgir uma intensa variedade de sons e estilos. Hacker é o protagonista do documentário. O filme conta sua busca, seu deslumbramento, suas descobertas, suas impressões. Pela cidade ele encontra os mais diversos músicos fazendo canções tradicionais, hip hop, rock. Alguns rechaçando esse novo mundo que adentra a Turquia, outros tirando dele novos fragmentos para novos sons. Só não há ninguém totalmente imune ao peso de viver no local que liga dois espaços de um mesmo mundo que parecem constituir mundos diferentes.

O filme é emocionante, como é emocionante descobrir algo que, a um só tempo é tão diferente e tão familiar. E cheio de histórias. Akin não nos apresenta apenas os sons de Istambul, ele nos põe em contato com a alma da cidade e os sentimentos que lhe permitem pulsar. Um dos momentos mais marcantes do documentário é o depoimento da cantora curda Aynur que traz a tona o sofrimento de seu povo que durante muitos anos não podia sequer cantar em seu idioma. E junto ao depoimento vem a música. E na música sentimos a dor. E a cada trecho o ciclo recomeça.

É uma construção democrática na qual músicos de rua dividem espaço com grandes nomes da música turca, como Sezen Aksu, uma das grandes estrelas do país que, de início, se recusou a participar da produção. Aos poucos, porém, o diretor tornou-se amigo da cantora e ela enfim aceitou gravar uma participação. Após mergulhar no vídeo chegamos à conclusão que a música não é apenas “o barulho que pensa”, como disse Victor Hugo. Ela é também o barulho que sente.

Ficha técnica
Atravessando a Ponte - O Som de Istambul
titulo original: (The Sound of Istanbul)
lançamento: 2005 (Alemanha) (Turquia)
direção: Fatih Akin
atores: Alexander Hacke , Baba Zula , Orient Expressions , Duman , Replikas
duração: 90 min
gênero: Documentário
Confira a canção de Aynur no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=sIqxl3mnCJU

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Em movimento

Sempre busquei o respeito dos outros. Agora decidi buscar apenas meu próprio respeito.

Sempre acreditei nas pessoas. Agora acredito apenas em mim.

Já não me permito ser o brinquedo de ninguém. E nem perco tempo com quem não se preocupa com o que sinto.

E essa mudança aparentemente sutil, pode ser um bocado dolorosa... Porque depois de passar muito tempo de olhos fechados, o contato inicial com a luz é sempre incômodo.